Subárea 1: Comunicação científica no Brasil: Passado, Presente e Futuro

A idéia de incluir uma parte maior da população em uma cultura científica não é recente. Ela perpassa diferentes modelos de comunicação científica e por essa razão, aceita diferentes propostas segundo os objetivos que persegue. No contexto brasileiro, a chamada divulgação científica passou por caminhos que começam a ser desvendados pela acadêmica. O futuro entretanto, parece que não vem sendo suficientemente discutido nem planejado. Quais são as tendências contemporâneas da comunicação científica no Brasil? Que desafios e perspectivas temos pela frente? Que tipo de relação entre ciência e sociedade estamos buscando construir e como esperamos faze-lo?


Subárea 2: Circulação, apropriação e utilidade da informação sobre ciência

Muitas das temáticas que circulam cotidianamente na esfera pública comportam conhecimentos de ciência ou poderiam ser melhor avaliadas com a ajuda deles sem que no entanto cientistas, jornalistas e público leigo atentem para este fato. Em contrapartida, muitos dos autores que defendem o modelo do déficit, acreditam ser possível listar uma série de conteúdos ou de fatos da ciência que precisam ser conhecidos de todos. Face a um tal contra senso, cabe perguntar: Como os temas de ciência vem sendo tratados na esfera pública? Como a comunicação da ciência pode contribuir para potencializar a presença da ciência nestes debates, sem necessariamente evocar conhecimentos escolares e papéis com autoridade pré-definida? Qual o real papel dos conteúdos de ciência nestas discussões e como se pode oferecer a todos acesso a ele?


Subárea 3: Medicina, comunicação da ciência e construção de conhecimento

Existem conteúdos que pertencem unicamente à ciência? Que saberes são científicos o suficiente para que um leigo não tenha sobre ele nenhuma posição? A medicina constitui uma área do conhecimento privilegiada no que tange as relações entre ciência e sociedade. Médicos e pacientes possuem olhares complementares sobre um mesmo objeto: o corpo humano. As relações de autoridade também se fragilizam, uma vez que o corpo doente pertence ao leigo e o saber sobre a doença ao especialista. Como produzir conhecimento na interação entre o saber técnico do especialista e o saber local do paciente? Como aprender com as práticas que acontecem nesta interface? O que já se sabe sobre elas?


Subárea 4: Atores, possibilidades e fomento da comunicação científica

Como se pode avaliar a paisagem das possibilidades para a realização de práticas de comunicação científica? Que espaços existem e que formas de financiamento podem ser acessadas? Existe “vida” fora da universidade? Como utilizar os projetos de extensão como uma porta de entrada para demandas da sociedades? Que demandas já estão identificadas e vem sendo tratadas por outras instituições como os sindicatos, ongs e empresas privadas? Qual o papel da universidade neste caso?


Subárea 5: Divulgação científica e interface entre ciência e sociedade

A divulgação científica vem sendo reinventada através das trocas com diferentes atores que passam a integrar um campo de pesquisa interdisciplinar único. Para muitos, este novo campo é a comunicação científica. Além de enriquecer o debate, esta diversidade de intervenções responsabiliza e redistribui o trabalho desenvolvido em diferentes esferas da sociedade. Neste eixo, deseja-se discutir o papel de quem realiza atividades que buscam reunir leigos e especialistas e como cada uma dessas classes de atores entende a contribuição do seu campo para a construção de uma sociedade mais democrática inclusive no que tange os assuntos relacionados à ciência. Este objetivo é verdadeiramente compartilhado? Quem tem a ganhar com isso? Quais obstáculos existem?


Subárea 6: Educação científica e Tecnológica e Comunicação Científica

A produção, apropriação e circulação do conhecimento científico e tecnológico tem assumido papel central na formação da sociedade contemporânea, que é cada vez mais complexa e interconectada. Algo que se constitui em elemento indispensável à inclusão social, à democratização e ao efetivo exercício da cidadania. Este conhecimento é um componente fundamental na tomada de decisões que afetam nossas vidas, nas dimensões econômicas, cultural e social e as dinâmicas que o envolve requerem, por exemplo, a produção de meios e processos de divulgação científica. Logo, as diferentes formas de sua circulação e textualização são aspectos fundamentais à sua apropriação e um dos elementos fundantes da educação científica e tecnológica (ECT). Como articular os interesses e objetivos da comunicação e da divulgação científica com a ECT para entendermos e atuarmos na sociedade contemporânea? Que papel desempenha a divulgação científica na educação científica para possibilitar o reconhecimento do conhecimento científico e tecnológico como parte integrante da cultura humana? Como o entrelaçamento entre ECT, divulgação e comunicação científica contribui para instrumentalizar o cidadão? São estes aspectos que objetivamos discutir.